Xpand IT analisa futuro das Apps bancárias

O relatório, desenvolvido pela tecnológica portuguesa, revela algumas das melhores soluções, do ponto de vista dos utilizadores, existentes na indústria bancária e analisa as práticas comuns da banca de retalho e das fintechs. Com esta análise ao mercado, a Xpand IT pretende dar a conhecer os desafios, as tendências, bem como os próximos passos que a banca deve adotar para se manter competitiva e com capacidade para atrair novos clientes.

Devido à grande procura dos consumidores, pelo aparecimento de formas mais práticas e ágeis de tornar o seu dia-a-dia ainda mais funcional, surgiram, nos últimos anos, diversas fintechs que vieram provar que a agilidade e a desburocratização também são possíveis na banca, apresentando inúmeras soluções inovadoras.

“Os bancos ditos “tradicionais” estão a aperceber-se da necessidade de acompanhar as tendências para não perderem a corrida. Com a entrada em vigor da norma PSD2, que a União Europeia lançou com o intuito de preparar o mercado para as novas tecnologias, e de forma democrática para todos os agentes, entramos numa fase crucial da banca em que o caminho da evolução é claro, mas em que as certezas ainda são poucas. Existem atualmente diversas aplicações através das quais somo capazes de, por exemplo, pagar com o telefone sem precisar do cartão físico, transferir dinheiro para números de telefone de forma imediata, ter um controlo on-timing das despesas pelas aplicações bancárias com geolocalização, conseguimos fazer seguros e pedir empréstimos em minutos a partir do telefone, conseguimos não pagar taxas de câmbios, entre muitas outras funcionalidades que eram impensáveis e que tornam o futuro da banca ainda mais desafiante”, comenta Sérgio Viana, Partner da Xpand IT.

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Desta forma o relatório da Xpand IT destaca que existem algumas questões a ser trabalhadas pela banca no sentido de conseguirem chegar aos potenciais utilizadores das aplicações que são disponibilizadas pelo setor: a Digitalização, que obriga a ter sistemas recentes, com capacidade e com tecnologia segura que consiga resistir a fraudes; a Segurança, a principal preocupação, sendo fundamental garantir a segurança e o cumprimento de todas as regulamentações; a Inovação, tornando as transações mais rápidas e com um custo mais reduzido, uma maior transparência e uma maior acessibilidade; e o Engagement, evidenciado na criação de um produto/serviço que seja direcionado aos interesses dos consumidores.

Neste relatório da Xpand IT foram destacadas, ainda, algumas aplicações de outras indústrias pelas suas boas práticas e pelo seu poder disruptivo, como é o caso da Amazon, da Uber, do Waze, do Spotify e do Netflix. A Amazon e a Uber, por exemplo, têm-se focado nas “dores” dos consumidores e, por isso, estão constantemente a trabalhar para oferecer experiências livres de qualquer complexidade. Estas empresas tornaram as suas soluções muito mais simples e facilitaram a vida do consumidor através da diminuição de dificuldades no que toca ao pagamento que é tratado apenas na app.

A Mint e a Prism por seu lado, apresentam-se como um agregador de ecossistemas financeiros, que personaliza a experiência do utilizador ao fornecer dicas e aconselhamento para que seja possível melhorar a situação financeira do indivíduo. A HSBC

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é o primeiro banco de retalho a integrar numa única app todas as contas do utilizador, quer sejam do próprio banco ou de outra entidade financeira; e a Acorns, por exemplo,ajuda os utilizadores a investirem todas as poupanças que advêm das despesas mensais.

“Os próximos anos serão, sem dúvida, desafiantes para a indústria da banca, tanto para as fintechs, como para a banca de retalho mais tradicional, que para vingar, tem de se modernizar e oferecer soluções à altura da procura dos consumidores. Estes, cada vez mais, procuram experiências inovadoras e formas simples e práticas de gerir o seu dinheiro”, conclui Sérgio Viana, Partner da Xpand IT.

O PSD2 e o Open Banking devem ser vistos como oportunidades para uma reinvenção em prol da experiência digital, colocando as necessidades dos consumidores em primeiro lugar. Para prosperar, é essencial que os bancos adotem uma estratégia centrada no cliente.

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