Os preços podem subir: É o CEO da Xiaomi que o diz.

O mercado dos smartphones tem sido tomado pela Xiaomi. Cada vez mais a dar passos nos sentido da globalização, a marca chinesa sempre se apresentou como uma, senão a melhor, marca capaz de convencer pela sua óptima relação qualidade-preço.

Aliás no passado ouvimos da própria boca do seu CEO que a marca tem como objectivo não ultrapassar a margem de 5% de lucro nos seus produtos mobile, mantendo-se fiél ao princípio de “innovation for everyone”.

A verdade é que se a marca tem ganho fãs por estes mesmos motivos, muitos são aqueles que desconfiam dos seus preços baixos e olham para os seus produtos como inferiores aos topos de gama e o mercado europeu é muito dado a segmentar os produtos pela ordem de preço.

Ainda no mês passado assistimos ao lançamento dos novos Xiaomi Mi 9 em Barcelona e estando perante um smartphone com SoC Snapdragon 855, ecrã AMOLED com sensor biométrico, setup de tripla câmara digno de pódio nos testes de Benchmark, quando falamos em preços oficiais de 449€ para a versão Global de entrada, podemos das duas uma: achar um óptimo negócio ou desconfiar.

E é neste ponto que Lei Jun quer mudar. É o próprio a dizer “Queremo-nos livrar da reputação de que nossos smartphones custam menos de 3000 (cerca de 500€). Queremos investir mais e fazer melhores produtos. No futuro, os nossos smartphones podem ser mais caros, não muito, mas um pouco mais caros “

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A estratégia da marca Xiaomi passará por criar nas linhas Mi e Mix verdadeiros equipamentos topos de gama com toda a qualidade de construção e experiência premium que os consumidores mais exigentes procuram.

Esta aposta de criar linhas secundárias como a linha Redmi e Poco e defini-las como marcas próprias e apostar na Xiaomi como marca de referência mas a preços justos pode muito bem ser uma escolha acertada.

Quem não ficará convencido com um Xiaomi na ordem dos 600€ mas com especificações e qualidade capazes de fazer frente a um Samsung, Huawei ou iPhone que ultrapassam a barreira dos 1.000€?

Quem ganha? A marca e os consumidores que até agora dela duvidaram e se calhar podem poupar uns trocos.

Quem perde? Aqueles que viram na Xiaomi uma marca com enorme potencial mas que agora talvez vá forçar um pouco para quem queria um flagship a preço de gama média.

Esperemos que os preços se mantenham como diz Lei Jun: “honestos”.

aparicio

Editor in Chief, Journalist and Camera guy

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