O lado obscuro dos aparelhos inteligentes, sabe como te proteger!

Quase 50% das pessoas que compram aparelhos inteligentes fazem-no sem se aperceber dos riscos que correm e no comprometimento da sua segurança.

Com estes aparelhos incluem-se por exemplo: câmaras de vigilância, assistentes inteligentes, campainhas digitais e Smart TVs. De acordo com especialistas, os dispositivos conectados trazem vulnerabilidades para que criminosos do mundo real e virtual conheçam os hábitos dos moradores e tenham acesso físico a uma casa, ou mesmo a todas as casas de uma rua! Uma vez que o criminoso assume o controlo ele pode saber exatamente a tua morada e recolher os teus dados pessoais, fazer uso próprio ou vendê-los a um criminoso.

A ameaça que mais preocupa é o controlo à distância por pessoas mal-intencionadas em aparelhos domésticos comuns como: colunas de som inteligentes, Smart TVs, câmaras de segurança, robôs aspiradores… Qualquer objeto que tenha ligação com a Internet está potencialmente exposto a um ataque, justamente porque não se trata de uma vulnerabilidade e o acesso remoto é permitido pelo utilizador para poder controlar os aparelhos à distancia.

No caso da televisão ou das Android Box, o cenário é ainda mais grave. Em 2018, estima-se que 70% das televisões vendidas na América Latina serão inteligentes. Poucos compradores sabem, no entanto, que é possível instalar qualquer tipo de código malicioso numa Smart TV. E isso permite explorar a câmera e o microfone, entre outras formas de captura de dados. O mesmo acontece com os aparelhos que transformam a TV em Smart, como as Android Box. É comum que os utilizadores optem por produtos baratos, de marcas desconhecidas chinesas ou, até mesmo, comprem aparelhos pirata. Essa é uma das principais portas de entrada dos criminosos.

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Uma grande dica para te protegeres é configurar e atualizar corretamente os teus dispositivos inteligentes e instalar softwares de segurança como antivírus. Mas sobretudo ter cuidado com os aparelhos suspeitos que “deixas entrar” dentro de tua casa e optar por marcas que apresentem mais confiança a nível da segurança.

 

Como afirma o diretor geral da Kaspersky na América Latina, Caribe Cláudio Martinelli:

“O que falta é consciencialização. As pessoas compram uma smartTV, por exemplo, veem se está a funcionar, se dá para ir à Netflix, e pensam que não é necessário fazer mais nada. Quantos verificam se há uma atualização de firmware da smartTV?. Se não fazes isso, estás a ir contra o objetivo de trazer segurança para dentro de tua casa”.

Em geral, as grandes fabricantes tem uma maior preocupação a nível da segurança dos utilizadores e quando sabem que há uma vulnerabilidade num produto, lançam uma correção. O mesmo não acontece com empresas menores e, menos ainda, com produtos piratas. “O que todos esses aparelhos têm em comum? Estão conectados à mesma rede Wi-Fi, é ela que temos a obrigação de proteger”.

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