Stephen Hawking faleceu aos 76 anos

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Stephen Hawking, um dos grandes cientistas que marcou a física moderna, faleceu na madrugada de quarta-feira com 76 anos, em Cambridge – Inglaterra.

Hawking era conhecido pelo seu trabalho em física teórica, cosmologia e mecânica quântica, bem como pela sua tendência para fazer apostas com outros cientistas, predições sobre o futuro da humanidade, extraterrestres e inteligência artificial e não menos importante, o seu sentido de humor.

Stephen William Hawking nasceu exatamente no aniversário de 300 anos da morte de Galileu. Os seus pais eram Frank Hawking, um biólogo que trabalhava como parasitólogo no Instituto Nacional de Pesquisa Médica de Londres, e Isabel Hawking. Teve duas irmãs mais novas, Philippa e Mary, e um irmão adotivo, Edward. Hawking sempre foi interessado pela área da ciência. N sua infância, quando ainda morava em St. Albans, estudou na St Albans High School for Girls (crianças de até 10 anos eram educados em escolas para meninas) entre 1950 e 1953.

Entrou, em 1959, na University College, Oxford, onde pretendia estudar matemática, o que causou alguns conflitos com seu pai, que gostaria que Stephen estudasse medicina. Como não pôde, por não estar disponível em tal universidade, optou então por física, formando-se três anos depois (1962). Os seus principais interesses eram termodinâmica, relatividade e mecânica quântica. Obteve o doutorado na Trinity Hall em Cambridge em 1966, de onde era um membro honorário. Depois de obter doutorado, passou a ser cientista e, mais tarde, professor no Gonville and Caius College. Depois de abandonar o Instituto de Astronomia em 1973, Stephen entrou para o Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica tendo, entre 1979 e 2009, ano em que atingiu a idade limite para o cargo.
Casou pela primeira vez em julho de 1965 com Jane Hawking, separando-se em 1991. Casou depois com sua enfermeira Elaine Mason em 16 de setembro de 1995, da qual se divorciou em 2006.

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Hawking era portador de esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa rara que paralisa os músculos do corpo sem, no entanto, atingir as funções cerebrais (esta doença ainda não apresenta cura). A doença foi detectada quando tinha 21 anos. Em 1985 Hawking teve de se submeter a uma traqueostomia após ter contraído pneumonia aquando de uma visita ao CERN na Suíça e, desde então, utilizava um sintetizador de voz para comunicar. Gradualmente, foi perdendo o movimento dos braços e pernas, assim como do resto da actividade muscular voluntária, incluindo a força para manter a cabeça erguida. A sua mobilidade era praticamente nula. Em 2005 Hawking usava os músculos da bochecha para controlar o sintetizador, e em 2009 já não conseguia controlar a cadeira de rodas eléctrica. Desde então outros grupos de cientistas estudaram formas de evitar que Hawking sofresse de síndrome do encarceramento, pretendendo traduzir os pensamentos ou expressões de Hawking em fala. A versão mais recente, desenvolvida pela Intel e cedida a Hawking em 2013, detectava o movimento dos olhos do cientista de forma gerar palavras, embora o cientista tenha afirmado em seu site oficial que preferia usar o “cheek tracking” (rastreamento da bochecha) para utilizar a interface ACAT (Sistema desenvolvido pela Intel).

O software de texto para voz que ele usou para comunicar tornou-se open source em 2015.

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Hawking avisou regularmente sobre os potenciais perigos de encontrar extraterrestres, bem como os perigos da inteligência artificial. Tema este que está cada vez mais actual (fora dos filmes de ficção científica).

Hawking foi um dos cientistas mais importantes dos séculos XX e XXI e deixa para trás um projecto que pretende enviar uma pequena nave espacial para o sistema solar mais próximo da Terra, que está aproximadamente a 4.37 anos-luz de distância.

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