Norte e centro de Portugal na zona de maior risco de impacto dos detritos de estação espacial chinesa

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A Tiangong-1 foi a primeira estação espacial construída e lançada pela China. Foi posta em órbita em 2011 e foi palco de apenas duas missões espaciais tripuladas até que, em 2016, o governo Chinês disse ter perdido o controlo do o laboratório espacial com mais de 8,5 toneladas. Agora, está prestes a cair aos pedaços na Terra e ninguém sabe quando, nem onde.

Especialistas da agência espacial norte-americana AeroSpace escreveram em comunicado que a Tiangong-1 irá entrar na atmosfera terrestre na primeira semana de abril. Já a Agência Espacial Europeia acredita que tal irá ocorrer entre os dias 24 de março e 19 de abril.

Estima-se que apenas uma pequena quantidade de detritos da fuselagem irá sobreviver à reentrada na atmosfera e aterrar algures na superfície do planeta.
Apenas um terço da Terra está completamente livre do eventual impacto, e o norte e centro de Portugal encontra-se na zona de maior probabilidade de queda da Tiangong-1.

O mapa mostra as zonas onde a Tiangong-1 poderá cair. As zonas em amarelo são as com maior probabilidade. A zona verde representa os locais de baixa probabilidade. A zona azul repreesenta os sítios de probabilidade nula

Os especialistas advertem que nas zonas mais propícias à queda “a probabilidade de que uma pessoa seja atingida pelos detritos da Tiangong-1 é cerca de um milhão de vezes inferior às probabilidades de ganhar a lotaria”.
A Aerospace avisa ainda que para a tua segurança, não toques em qualquer detrito que possas encontrar no chão nem inales vapores que este possa emitir, pois os detritos talvez estejam contaminados com combustível tóxico, hidrazina, usado em foguetes e satélites.

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Um caso semelhante ao que agora se antevê com a Tiangong-1 teve lugar em 1991, quando a Salyut 7, estação espacial da União Soviética com 20 toneladas, se despenhou contra a Terra, com a nave Cosmos 1686 acoplada a ela. Os destroços caíram sobre a Argentina, atingindo em particular a pequena localidade de Capitán Bermúdez.

Antes disso, em 1979, a estação espacial da NASA com 77 toneladas, a Skylab, já tinha entrado numa rota descendente descontrolada em direção à Terra, com algumas partes da nave a caírem nos arredores de Perth, na Austrália.

Especialista diz que alguns detritos já caíram no Peru

Jonathan McDowell, astrofísico da Universidade de Harvard, disse que alguns fragmentos do tamanho de um foguete foram vistos a cair no Peru em janeiro. E que isso se tem vindo a verificar há algum tempo desde que a Tiangong-1 está na órbita terrestre. “A cada dois anos algo semelhante acontece, mas a Tiangong-1 é grande e densa, precisamos ficar de olho nela”, sobretudo considerando que a trajetória descendente da Tiangong-1 tem estado a aumentar de velocidade nos útimos meses, tendo passado de uma queda a 1,5 quilómetros por semana em outubro para os 6 quilómetros/semana registados no último mês, afirmou, em entrevista ao The Guardian.

Por causa disto e também por causa das constantes alterações “meteorológicas” no Espaço, é difícil antever onde é que o módulo chinês poderá cair. “Só na semana final (do percurso descendente), mais ou menos, é que vamos conseguir começar a falar sobre isto com maior confiança”, refere McDowell. “Diria que uns quantos pedaços vão sobreviver à reentrada mas só saberemos onde é que vão cair depois dessa reentrada.”

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A posição exata da Tiangong-1 na órbita terrestre pode ser acompanhada em direto no site Satflare.

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