Google considera Kodi como software pirata

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A Google baniu o termo “Kodi” do recurso de preenchimento automático. Significa isto que o nome Kodi, e as sugestões relacionadas, não aparecerão a menos que os utilizadores escrevam o termo completo.

No passado, a Google tomou medidas semelhantes contra palavras relacionadas com pirataria, e confirmou que o Kodi é um alvo porque está também “associado à violação de direitos de autor”. Nos últimos anos, grupos da indústria de entretenimento pediram repetidamente à Google que intensificasse seus esforços antipirataria, e a empresa fez várias alterações nos seus algoritmos de pesquisa para tornar os materiais que violam esses direitos menos visíveis.

Sede da Google em Mountain View, Califórnia, EUA

Quando o filtro de pirataria foi implementado pela primeira vez, vários termos aparentemente neutros, como BitTorrent e uTorrent, também foram também filtrados. Embora tenham sido restabelecidos mais tarde. Enquanto o Kodi pode ser utilizado para pirataria através de add-ons piratas, o software em si é perfeitamente legal, o que faz desta uma decisão estranha, e na minha opinião sem sentido.

Ao escreveres por exemplo “Kod” irás receber uma lista de sugestões, incluindo “Kodaline” e “Kodak”, mas não o termo “Kodi”, que é mais popular.

Pesquisa no Google pelo termo “Kod” e as respetivas sugestões

Da mesma forma, se escreveres “addons para o k”, o Google sugere addons para “ogame” e “openelec”, por exemplo. Enquanto o último é uma versão baseada no Kodi, o nome do media player em si não é uma das sugestões.

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Pesquisa no Google pelo termo “Add-ons para o” e as respetivas sugestões

A Fundação XBMC, reponsável pelo software, já demonstrou o seu descontentamento:

“Ficamos surpreendidos e dececionados ao descobrir que o Kodi foi removido das sugestões de pesquisa, já que o Kodi é um software open-source perfeitamente legal”, disse Nathan Betzen, presidente da fundação.

Nathan Betzen- Presidente da Fundação XBMC

“Esperamos que a Google reconsidere a decisão no futuro ou, no mínimo, limite a remoção para termos de pesquisa em que a legalidade esteja realmente em disputa”, acrescenta.

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